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Precisamos falar sobre IA. Mas será que estamos preparados para essa conversa?

Precisamos falar sobre IA, porque a IA entrou com tudo na vida de muitos de nós em 2026 e, se continuar no ritmo em que está, vai impactar todas as sociedades do mundo em escala global.

Você já se deu conta de como ela entrou na sua vida e qual espaço ocupa hoje?

Te ajuda em quais tarefas? Mas essa ajuda te leva para um outro nível intelectual ou só reforça a preguiça de pesquisar, pensar, escrever?

Eu confesso que tenho muitos senões e muitos pontos de interrogação sobre a IA. Como gosto de escrever, terceirizar essa tarefa para uma máquina me causa uma tristeza profunda. Não vejo sentido nessa ação e me sinto roubada.

Assim como questiono os direitos autorais do que ela cria ou recria, afinal, ela faz isso em cima de um gigantesco banco de dados de obras realizadas por humanos. Então, de quem são os direitos autorais quando você pede para ela fazer um desenho? Ela não cria do zero.

Você pode estar pensando: mas “nada se cria, tudo se copia”, como diz o ditado popular. Mas discordo desse ditado, porque, se não criássemos, nem a IA teríamos inventado, não é?

Também vejo coisas boas, como, por exemplo, a facilidade para a acessibilidade. Aliás, temos um texto na série que traz um depoimento sobre essa questão.

E a questão de uma relação afetiva com uma IA: será que isso é possível? No filme Ela (Her) de 2013, isso acontece. Por sinal, um filmão, vale a pena assistir.

Em A.I. – Inteligência Artificial (2001), um menino-robô é programado para amar e convive com humanos. A história nos leva a uma dor profunda diante de todas as perdas que ele sente. Será que a máquina consegue um dia amar? Também é um filme que vale a pena ser visto, mas confesso que a sensação que ele me deixou foi muito ruim.

E o que dizer de Blade Runner – O Caçador de Androides em que os replicantes demonstram um desejo profundo de viver? O filme traz questões éticas sobre direitos, sentimentos e poder. A obra me marcou muito. Em uma das cenas finais, o replicante diz uma frase que ficou famosa: “Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva.” Em seguida, ele morre. É uma cena extremamente comovente e que nos leva a reflexões profundas sobre o sentir, sobre o viver…

Os alarmistas dizem que a IA vai acabar com os seres humanos. Será?

Enfim, é sempre a arte nos convidando a pensar e, pela arte da escrita, te convidamos a refletir com nossa nova série Precisamos Falar Sobre IA.

Vamos em frente, que a conversa é longa, necessária e muito boa.

Até!

Adriana Chebabi – Sócia-fundadora e editora-chefe do Belas Urbanas. Publicitária. Roteirista e escritora. Antes de tudo, uma contadora de histórias. Curiosa por natureza, sonhadora que realiza.  Acredita que podemos melhorar o mundo, talvez ingênua, talvez não. Desafios a instigam. Ama viajar, estar na natureza e experimentar novos sabores. É do signo de Leão. Já não tem mais certeza do ascendente, mas sabe que, no horóscopo chinês é Macaco.

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