
Às vezes ela aparece.
Uma visita inesperada.
Um pouco inconveniente.
Tô sem vontade de fazer sala.
Mas ela não percebe.
Chega, entra e senta no sofá.
Que ousadia!
Sem noção, sem convite, se instala.
Minutos, horas, dias…
Dia já é demais!
Sensação de desconforto…
Tento ignorar, sigo minha vida.
Sorriso amarelo no rosto.
Ela ainda está ali, intrometida.
Peço socorro.
Amigos, família, namorado. Todos!
Preciso de ajuda!
Parece que ninguém gosta dessa visita também.
Ela repele.
Poucos conseguem acolhê-la.
O vitimismo é seu lugar preferido.
Gosta de ficar ali.
Coitada…
Nessa morada,
vai deixando a casa cheia
da sua presença vazia.
Chega!
Respiro.
Entendo.
O amor que ela busca não está fora.
Está dentro.
Acolho a visita, mas me despeço.
Com licença, Dona.
Tenho muito a fazer.
No rosto um sorriso, agora genuíno.

Carolina Salek Fiad – É uma amante da vida e e se eu lema é: Leve a vida leve. Foi através do yoga que mergulhou no tempo das almas felizes.
Perfeito o texto Carol!
Lindo e verdadeiro. Conseguiu expressar a carência de forma leve, assim como ela busca viver! Lindo
Lindo e verdadeiro. Dá significado a algo que incomoda de forma leve! Sentimento com uma maneira madura de deixar ir… obrigada por compartilhar em forma de poesia!