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Blues do Djavan

Havia som. Era tarde da noite. A garrafa de vinho estava quase vazia.

Ríamos alto e sem pudor

De repente, fez-se um grande silêncio.

Sete segundos.

Ele se aproximou, olhou dentro dos meus olhos e sussurrou no meu ouvido:

“Não vamos desperdiçar os blues do Djavan”.

Recuei, olhei nos seus olhos, sorrindo timidamente. Me aproximei e respondi baixinho, quase encostando em seu ouvido:

“Não vamos desperdiçar os blues do Djavan”.

Rimos alto novamente.

Silêncio.

Três segundos.

Naquele dia, “caetaneamos’ até o sol raiar.

Claudia Chebabi Andrade – Pedagoga, bacharel em direito, especialista em psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre.

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