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Chorei errado

E eu que chorei errado, sem perceber que não era sorrindo que apresentava a minha dor.

Fui chorando para todos os lados e todos ao meu redor sorrindo do meu sofrer.

Vi seus olhos atentos perceberem o que havia em mim por dentro: que o sorriso era um choro errado, que eu estava magoado e sozinho.

Você ficou bem perto de mim, sem falar nada estendeu a sua mão, olhou firme meus olhos e me entregou seu coração.

Em vez de chorar errado, neste dia eu sorri errado. Dos meus olhos escorreram lágrimas de alegria, apenas porque você havia me enxergado.

Não disse uma palavra, como eu poderia dizer, com tanto sorriso engasgado, apenas deixei fluir o que estava em mim represado.

André Araújo  Homem em construção. Romântico por natureza e apaixonado por Belas Urbanas. Formado em Sistemas, mas que tem a poesia no coração e com um sorriso de menino. Sempre irá encher os olhos de água ao ver uma bela mulher sorrindoAutor do livro Orvalho em Versos, publicado pela Editora Belas Urbanas.

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Blues do Djavan

Havia som. Era tarde da noite. A garrafa de vinho estava quase vazia.

Ríamos alto e sem pudor

De repente, fez-se um grande silêncio.

Sete segundos.

Ele se aproximou, olhou dentro dos meus olhos e sussurrou no meu ouvido:

“Não vamos desperdiçar os blues do Djavan”.

Recuei, olhei nos seus olhos, sorrindo timidamente. Me aproximei e respondi baixinho, quase encostando em seu ouvido:

“Não vamos desperdiçar os blues do Djavan”.

Rimos alto novamente.

Silêncio.

Três segundos.

Naquele dia, “caetaneamos’ até o sol raiar.

Claudia Chebabi Andrade – Pedagoga, bacharel em direito, especialista em psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre.

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O ano começou – entre boletos e convites

Então, finalmente 2026 começou. Não é o que dizem, que tudo começa depois do carnaval? Pra mim, há controvérsias porque começou no comecinho mesmo, dia 01 de janeiro de 2026.

Mas posso não definir pelo carnaval e dizer que começou no calendário chinês, ou seja, ontem, dia 17 de fevereiro, e com todas suas orientações e crenças para ser um bom ano, ano do cavalo: movimento, coragem, impulso. Gosto dessa ideia.

Mas vamos as boas, hoje é quarta-feira de cinzas e comecei o dia diferente, levando Toddy para passear em uma praça com minha amiga Dani e Snow – seu cachorro. Toddy é medroso, mas é igual filho quando é criança, fui incentivando… vai lá… vai com o Snow. Isso é engraçado, a maternidade fluindo com os nossos animais.

Depois tomamos café da manhã em um lugar bem charmosso que eu não conhecia. Amei! Voltei para casa e fui encontrar três amigas na piscina. Posso dizer que formamos o quarteto fantástico das risadas, 01 casada, 03 divorciadas e solteiras…  estamos na faixa da nossa segunda adolescência aquela que começa depois dos 50. E o assunto rolou, carnaval, histórias, relacionamentos, aplicativos de namoro e muitas risadas – quase me rendi a entrar em um desses hoje… ainda não entrei, mas tô pela primeira vez, repensando se esse não é um caminho para conhecer uma pessoa legal e tentando vencer meus próprios preconceitos em relação a isso.

Depois almocei um lanchinho e começei a trabalhar, porque quarta de cinzas foi assim: De manhã: risadas, liberdade. À tarde: boletos, responsabilidades, com várias tarefas do trabalho para serem cumpridas.

Fiquei horas sem olhar o WhatsApp… e, quando abro, um convite para um happy romântico,  é assim que estava escrito… porém, contudo e todavia, vou deixar para outro dia, quem sabe… afinal, boleto não flerta, mas deixei a porta aberta.

Caminhei 26 minutos, é pouco ainda, mas a fratura das costas não deve estar ainda totalmente curada. Segui o que o médico disse. Parei. Mandei o resultado do aplicativo de caminhada – esse eu uso – para meu filho que é educador físico e está me cobrando mais atividades físicas. Sim, cobramos as coisas de quem amamos. Principalmente quando é para se cuidar. Por hoje consegui.

Os outros filhos foram agora no mercado comprar ingredientes para jantar. A conta eu pago, mas já não faço tudo sozinha, e assim posso seguir aqui com meu fiel e amoroso companhei de 04 patas, Toddy.

E escrevendo, aliás, andava com muitas saudades disso.

Fico aqui pensando… talvez seja isso o ano do cavalo: movimentar-se para enfrentar desafios, sem deixar de enxergar os pequenos presentes do dia e, quem sabe, aceitar alguns convites.

Viva o ano novo! Viva!

Adriana Chebabi – Sócia-fundadora e editora-chefe do Belas Urbanas. Publicitária. Roteirista e escritora. Antes de tudo, uma contadora de histórias. Curiosa por natureza, sonhadora que realiza.  Acredita que podemos melhorar o mundo , talvez ingênua, talvez não. Desafios a instigam. Ama viajar, estar na natureza e experimentar novos sabores. É do signo de Leão. Já não tem mais certeza do ascendente, mas sabe que, no horóscopo chinês é Macaco.

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Quem matou Odete?

Grande sacada de marketing faz a emissora vender milhões de reais.

Na nossa carreira profissional devemos também sempre buscar ter alguma atividade que somos excelentes e pensar em como divulgar para empresas.

Lembro quando programava em Cobol na década de 80, antes de ter o Windows, consegui desenvolver umas telas que simulava as características do sistema operacional que ainda seria lançado.
Eu sempre mostrava estas telas nas reuniões e isto me livrou de vários facões.

Devemos ter cuidado também em divulgar atividades que não dominamos, se você é de informática e ver um jaboti em cima de um coqueiro deixa ele lá, pois jaboti não sobe em árvore.

A gente não pode ter o Império menor ou maior do que aquele que temos em nós mesmos.

“Se uma batalha um homem vencesse 1000 homens seria menor se ele vencesse a si mesmo”. (L. Da Vinci.)

Antônio Pompílio Júnior – Graduado em Análise de sistemas pela PUC de Campinas . Pós-graduado em Gestão de Empresas pela UNICAMP e FGV. Adora esportes, viagens e depois de 40 anos de trabalhos em TI está aposentado curtindo a vida. “Aquele que não luta para o futuro que quer terá que aceitar o futuro que vier”.
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Suco de uva em caixinha

Eu só queria um relacionamento maduro. E ele parecia maduro. Falava bonito, usava palavras rebuscadas, adorava se vangloriar sobre o seu trabalho… Até você perceber que tudo era marketing pessoal.

A pose de equilíbrio e maduro caiu na primeira contradição, o que parecia ser um relacionamento estável se tornou o mais instável que já vivenciei… Era como pisar em ovos, com medo constante de falar ou fazer algo “errado”, que pudesse virar motivo de discussão.

O diálogo virou monólogo, sem escuta aberta, apenas uma dissertação sobre o quão certo ele costumava estar e o quão imatura eu era (irônico, não?). E o “vamos resolver como adultos” se transformava em sumiço de horas e até dias… Se isso é resolver como adultos, eu não sei de mais nada!

A verdade é que ganhei alguém que fazia birra constantemente, sumia no meio da conversa e voltava como se nada tivesse acontecido, sempre no papel de vítima. Mas, quando olhei mais de perto, pude notar que a vítima, na verdade, sempre tinha sido eu.

Por fora, era atraente, boa pinta… Parecia um vinho raro e amadurecido. Mas, por dentro, era só suco de uva disfarçado em taça de cristal.

Ou melhor, era só um suco de uva em caixinha.

Gabriela Boretti – Atriz por paixão, jornalista por essência, sonhadora profissional desde sempre. Traduz o mundo em gestos, palavras e sentimentos.
Ama viajar e estar perto da natureza e dos animais. É do signo de Sagitário – e isso explica muita coisa!
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A esquina depressiva

Ao amanhecer geralmente penso como irei atravessar o dia, como se ele fosse exatamente uma rua disponível para mim, com todas as situações que se desmembram quando estamos caminhando em uma calçada. E o que não me impede de refletir trocando as palavras grafitadas por outras que recaiam sobre meu colocar.

Bem, estive fora de minha liturgia diária por vários motivos e vou salientar com palavras, exatamente como me senti. Não sou uma pessoa depressiva, mas sofro assim como o fosse. VAMOS FALAR DE AMOR E CAMINHAR COMIGO?

Amanhece e eu tomo rumo e venho para a calçada, que me aguardam vocês que aceitaram meu convite de viagem na esperança de me pontuar os limites de ultrapassagens. A calçada me parece longa e cheia de obstáculos, mas vamos indo e eis que a “ESQUINA” se aproxima e eu não sinto vontade de chegar até ela.

Temo e me acho sem forças, isso talvez seja o receio de transpor o novo que pode ser um abismo, um novo conhecer sempre nos afeta e nos trai as possibilidades de avançar para um novo caminho. E pode sem dúvida nos atrair para uma vida mais coerente… mais precisa e mais envolvente. E vocês que aceitaram esse momento de minha vivência precisam sentir o que sinto… Respirem e se deixem inebriar com a mensagem de que temos que usufruir de nossos passos marcados de forma fluente na calçada que transitamos. Vamos sentir os obstáculos como se fosse os mais intensos atributos que irão facilitar a nossa coragem, de nos dar maior prazer em conquistar novos horizontes.

Podem participar e falar de sua coragem perdida. É amigos, a depressão da calçada nos revela que as investidas para a sintonia com a “ESQUINA” de nossas vidas somente se revela comprometedora, quando nos arrependemos de termos amanhecido e viajado pela calçada ao encontro do desconhecido. Meus amigos vamos voltar? Por hoje chega esse arrombar de promessas. Amanhã em amanhecendo voltarei para a calçada prometida e com certeza alcançarei mais uma “ESQUINA” de minha vida!  “REFLITAM, PERCEBAM” as paulatinas e fortes conjecturas que permeiam o tilintar das campainhas que muitas vezes temos que pedir socorro.

E sentir a fé nada corrompida com o nosso devorador de sonhos, que se situa dentro de nossa mente carente. E que sem pensar transfere os nossos pensares para as sensações que investem na coligação com os nossos sentimentos! AVANTE… E podem se tranquilizar… TODOS NÓS TEMOS UMA CALÇADA PARTICULAR QUE LONGE DE MIM, PODE TER UMA ESQUINA DEPRESSIVA!

Joana d’Arc Neves de Paula – Educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.
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Chapéus

Primeiro foi o boné, verde-escuro, com a aba para frente. Enjoei, quis mudar, virei, aba para as costas.

Caminhei, cansei, hum, chapéu de palha, rústico… diferente, troquei. Mas, depois de um tempo, não combinava com a urbanidade que me rodeava e onde eu estava inserida. Passei para frente em um farol.

Um gorro de inverno, preto, para combinar com tudo, principalmente para me aquecer naquele show no estádio, na plateia, no chão. Show dançante tem que ser no chão. Me aqueceu… dancei…

Achei melhor algo meio alternativo para o verão, uma viseira. Tentei, mas não gosto de viseira. Deixei ali, na piscina, e caí fora.

Busquei um chapéu coco, esse lado teatral que vive em mim. Compartilhamos muitos momentos. Brincar de Charles Chaplin tupiniquim foi divertido um tempo, mas depois sentia necessidade de algo mais sério.

Me apaixonei por um panamá, tinha aquele charme irresistível. Paixão louca. Louca paixão. Não desgrudava dele, fiquei com ele muitos anos, mas o charme no uso direto foi indo embora. Eu nem percebi a decadência diária, só que um dia olhei e não dava mais para andar com ele. Me despedi e fui embora.

Um tempo com os cabelos ao vento, só sentindo o vento, na cidade, na praia e na montanha. E não é que lá, meus olhos brilharam por um chapéu cowboy? Aba larga… Copa alta… Quem diria que eu ia gostar? E olha que gostei.

Pois é, a vida é assim, cheia de chapéus. Troco quando quero, quando cansa, quando mudo o estilo, mas não mudo a essência. E o que vale é não se sabotar, e sim, experimentar.

Top, top, topo.

Adriana Chebabi – Sócia-fundadora e editora-chefe do Belas Urbanas. Publicitária. Roteirista. Escritora. Uma contadora de histórias. Curiosa por natureza.  Uma sonhadora que realiza.  Acredita que podemos melhorar o mundo. Talvez ingênua, talvez não. Desafios a instigam. Ama viajar, estar na natureza e experimentar novos sabores. É do signo de Leão, não tem mais certeza do ascendente, mas sabe que no horóscopo chinês é Macaco.

 

 

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Mãe on

Hoje olhei a estante onde juntei os livros que o filho que foi pra longe, deixou. Um me chamou atenção e resolvi pegar para ler: Zen e a arte de salvar o planeta.

Bela descoberta de leitura e de um lado das escolhas do filho.

Sai abrindo gavetas do passado onde esse menino que agora já vai nos 30, tinha 6, 7 anos. Aprendeu a ler, se agarrou aos livros e não soltou mais.

Todos os de Harry Potter lia e relia. Ficção, histórias reais, filosofia, política foram acompanhando seu crescimento.

Ao lado um grande incentivados, o pai. Livros de presente, sempre.

Ele entre aulas de jiu-jitsu, academia, surf, namoradas e amigos, um livro por perto.

Silêncio no quarto, livro na mão.

Café na padaria, na livraria, livro na mão. Aeroporto, avião, livros na mão.

Hoje ao ler o Zen me deparei com suspiros de alegria e enormes saudades de vê-lo no silêncio de um livro.

As estantes agora vazias, encheram as caixas de mudança.

Hoje ele está nas montanhas geladas trabalhando, vivendo.

A saudade se intensifica e vira esperança. Esperança de revê-lo feliz em cada escolha. Esperança que nossos caminhos se cruzem em algum momento e eu possa de novo admirá-lo num canto qualquer amarrado a um livro.

Maria Nazareth Dias Coelho – Bela Urbana. Jornalista de formação. Mãe e avó. É chef de cozinha e faz diários, escreve crônicas. Divide seu tempo morando um pouco no Brasil e na Escócia. Viaja pra outros lugares quando consigo e sempre com pouca grana e caminhar e limpar os lugares e uma das suas missões.

 

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Ainda tenho…

O tempo parece um menino…

ora soltando pipa, ora traçando o destino.

O tempo parece um mago, daqueles de festa de aniversário, que esconde os brinquedos da gente e desaparece…achando graça. Parece uma brincadeira de esconde-esconde. Envaidece.

O tempo passa…

Implacável, intolerante, imparcial, quase um delinquente.

O tempo tira sarro da gente

e anda depressa.

Outro dia era uma chuva fina acompanhada de bolinhos e ovos mexidos, e de repente, é uma saudade imensa do meu pai e da minha avó.

Tempo de cada cachorro que amei, tempo de tanta coisa que eu não vivi, tempo de quando carreguei minha filha no colo.

Às vezes, olho para o tempo e choro.

Fico buscando um tempo para me amar um pouquinho.

“pega leve comigo…ainda tenho pipas para soltar”

Siomara Carlson – Bela Urbana. Arte Educadora e Assistente Social. Pós-graduada em Arteterapia e Políticas Públicas. Ama cachorros, poesia e chocolate. @poesia.de.si
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Falo do eu que é hoje…

Guardo aqui dentro todo mundo que já fui.
Entre as farpas.. Entre os medos..
Entremeados, todos, entre as vidas que acolhi, e “mortes” que escolhi me dar.
Somos, nesse lapso, o que a soma conseguiu resolver de nós.
E tudo bem não aceitar.
Só não muda nada.
Nem o tempo.

Sem qualquer equilíbrio, empilho tudo em frente ao espelho..
É manhã de quarta-feira.
Já foram tantas.. Já fomos tantos..
Já fui tanto.
O que ele não reflete, vidrado, me mostra o que perdi, enquanto me esquadrinha a verdade cruel do tempo: vencer, as vezes, é extinguir.

Falo do eu que é hoje.. Dos que não são.. De validade.. Tudo.
Vitória ou derrocada?
É um momento de pouca paixão, sobretudo autoral.
Mas todo respeito.

E ali, de volta, é esse próprio tempo quem me responde o aceno, rindo dos 2 pêlos brancos acesos no canto direito do bigode ainda preto, e da testa invadindo o telhado castanho mais desavergonhadamente pelo flanco esquerdo.
Já entendi.. Por igual, nem a velhice.
O caminho é mesmo muito mais tortuoso do que supôs minha inocência superada.

Ainda ali, retardado o tempo, me viu tentar, desesperadamente, não ceder aos caprichos de outros eus.
Outras eras, de outros “eras”.
Deixar me calçar os pés doloridos o que menos correu atrás de sonhos nossos, ou vestir meu sorriso desbotado o mais melancólico de nós.. Lágrimas, estranhamente mais livres, proibidas para o que mais conquistou, e até o silêncio, entalado, mudou-se de cada um que em mim foi grito, e canto, e voz.
Não hoje. Não, tempo.
Já conheço bem uma porção de equívocos para saber os que mais combinam com o meu dia.
Intercalar-me é tão certo quanto errar, só tenho prefirido inaugurar lambanças inéditas.

Olho o relógio aceso no celular a me dizer que é tarde para um tanto de vidas, e deixo a culpa bater a porta, guardando em casa meu cachorro e o tempo que não temos. Tudo embaralhado nas voltas da chave que não suspende o sonho.
Que não acende suspiros..
A rotina é feito doce diet para quem não pode o normal mas quer, e a gente segue fazendo o melhor que pode para iludir os prazeres e controlar as “glicoses”.
Meu tempo, meus temperos, né?
Ou o destempero total.

Na esquina da vida, entre a espera de ser e de vencer, vem o menino que queria ser feliz e, de um jeito meio destrambelhado, conseguiu, um pouco, em cada um que teve sua vez.
Não sem perder.. Não sem pesar..
Não sempre.. Mas muito.
E de verdade.
E se havia mesmo tão mais para ser menos, convém lembrar, em tempo, que há sorte, até mesmo, onde ainda não há gratidão.
Mas há tempo pra gente descobrir que aquilo que nos tornamos é vitória.
Dá tempo.

Escrito pelo pior poeta de nós todos, e que não faz a menor ideia do que está dizendo.

Bernardo Fernandes –  Um gêmeo canceriano, e um ingênuo que já passou dos 35 anos, nesse contínuo processo insano de se descobrir. Achou na Comunicação uma paixão e uma labuta, e vive nessa luta de existir além do resistir, fazendo diferente e diferença… Ser feliz de propósito, sabe? Sem se distrair desse propósito. E vai assim, escrevendo o que a alma escolhe dizer, tocando o que a viola resolve contar, fazendo festas com cachorros e amigos perdidos, e brincando de volei, de pique, e de ser feliz na aventura da sua viagem. Vai uma carona?