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Contagens Regressivas

Ela acorda com
O mesmo som de sempre
Despertador. Café. Tic-tac

O mundo pede pressa
Mas ela só queria uma conversa
Inimiga número um
Da pressa que não cessa

Dizia todo dia
Viramos presas
De uma pressa
Pressa que não presta
Surto coletivo
Ninguém mais se acalma

Presas de uma pressa
Pressa que não cessa
Nem com tanta reza
O mundo se acalma

Aprendeu a funcionar
Antes de aprender a existir
Ser útil
Nunca inteira

Ali, entre um gole de café e o barulho da própria mente…
Pensava
E às vezes… lamentava

Bomba de pressão
Só gera depressão
Ansiedade exacerbada
Sociedade medicada

Tempo
Me diz quanto tempo tenho?
Mundo
Nesse mundo tão maluco
Que me prendeu em horas

Viciada
Enlouquecida
Por contagens regressivas
1, 2, 3
3, 2, 1
4, 5, 6
6, 5, 4, 3, 2, 1

Paula Ramos – Estudante de Mídias Digitais. Compositora. Artista Independente. Pet friendly que ama gatinhos mesmo sendo alérgica. Fã de cafeterias e academia. Uma vibes metamorfose ambulante. Taurina espalhando esperança por ai!