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Máscaras

Quem sou eu escondido neste sorriso, brincadeiras e animação?
É fácil ver o quanto quebrado está meu coração, ansioso e perdido. Escondido na brincadeira junto da cerveja, a carapaça perfeita.
Você que vê de fora esquece que outrora já sorri, não como sorrio agora.
Uma trinca tão trincada que desmembra quem entra, retorce quem ousa tentar torcer .

Ser em si e de mim, dolorido, caro pelo amor genuíno, prisão de dor sem sentido. Leve certeza de que não tem conserto para os erros e medos que doem.
Ainda existo? Calado e sem gritos, que vontade confusa de chorar, cortar até exaurir o que existe dentro de mim.
Que sonho, os olhos inchados de lágrimas e o coração liberto dos medos que me envolvem.
“Ela se jogou da janela do quinto andar, nada fácil de entender”, será?
Para quem sente o vazio consumir o seu ser sabe o desafio de esconder o que tem dentro de si. Para suportar o que há em você.

Ser fundação que suporte a sua dor sem se importar com a minha. Ansiedade que não termina, que consome e domina, dor que não termina.
Escolhe permanecer dentro de quem sabe escrever o que não sabe explicar.

Não são versos perfeitos, são lágrimas que destruíram o que se tinha dentro de si.

Não são poesias, são cartas de pedidos de ajuda que envolvem o que não sei dizer.

Não sei por que sinto e não sei se tem cura, bendito câncer que, descoberto, consome e some com você e com ele.

Aqui não, não tem quimio, não tem ressonância que encontre a frequência da ansiedade.

Que destrua com dor tudo que tem dentro de você.
É mentira, não vai passar, não passou. As drogas não quiseram resolver, o álcool não resolveu, o trabalho não resolveu. Ninguém resolveu porque não pode ser resolvido. Maldito brilho no olhar, fundação de areia movediça.

Engolindo bem mais do que deveria, doendo mais. Mais questões sem resposta postas às mesas que compõem os talheres e pratos prontos para servir uma bela montagem de mentiras sociais.

André Araújo – Belo Urbano. Homem em construção. Romântico por natureza e apaixonado por Belas Urbanas. Formado em Sistemas, mas que tem a poesia no coração e com um sorriso de menino. Sempre irá encher os olhos de água ao ver uma Bela mulher sorrindo.

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Setembro Amarelo

Em cima da penteadeira, um bilhete com uma fita amarela.
Amareladas estão as páginas do diário, pouco escritas por ela.
Um sentimento de vazio por não saber o que conversar.
Enrolada na coberta, sentindo um pouco de frio, que logo iria passar.

Ela tentou falar com a irmã, que, ocupada, não pôde retornar.
Tentou também falar com o namorado, que, sem tempo, não quis conversar.
Ela mesma achava besteira; o que doía nela era, talvez, coisa da sua cabeça.
Pensamentos estranhos, uma grande vontade de resetar o jogo.

Afinal, não havia final feliz para aquela história.
Poucos sentiriam sua falta, e ela poderia recomeçar.
Será que existe recomeço? Será que há outro lugar?
Que diferença faz, se aqui também não está bom?

Em cima da mesa, um bilhete com uma fita amarela que ela não abriu.
Um diário com páginas amareladas, que ela mal escreveu.
Ao lado da cama, um frasco de remédios, vazio.
Olhos fechados, cabelo arrumado, ela dormiu.

Não vai acordar mais… O que será que tinha para dizer?
Não vai me procurar, nenhum tempo do mundo vai resolver.
O bilhete com a fita amarela foi aberto só depois.
Lá dizia: “Nos procure, estamos aqui para ajudar.” Será mesmo?

André Araújo – Belo Urbano. Homem em construção. Romântico por natureza e apaixonado por Belas Urbanas. Formado em Sistemas, mas que tem a poesia no coração e com um sorriso de menino. Sempre irá encher os olhos de água ao ver uma Bela mulher sorrindo.
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A ruptura do laço abusado e abusador exige amor

Você já viu um cacto?
Já tocou nele?

Imagine que a relação abusiva é o cacto e você está abraçada nele.
A dor é tanta que com o passar do tempo você nem sente mais, já está anestesiada.

Algo acontece, uma nova agressão, uma nova violação, um novo xingamento, grosseria, empurrão, e volta doer.

Você sente a intensidade da dor e diz, agora chega.
A decisão alivia a tensão.

Quando você começa a soltar o cacto, dói, dói num tanto, que muitas vezes, você prefere abraçar de volta, porque com essa dor você sabe lidar.

Outras tantas tentativas feitas.
Enfim, os espinhos na pele, alma e coração.

Tirá-los vai fazer parte da sua vida agora, a dor é inevitável.
Inclusive aquela de não saber o que tem para além do cacto.

O que vai ser da minha vida sem essa dor?

Joe Dispenza diz: “Se você não consegue prever um sentimento de uma experiência na vida, você vai resistir em vivê-la.”

Justamente porque a dor do cacto anestesia o corpo, a alma e o coração.

Sentir a brisa da liberdade, me deu leveza na alma e acendeu uma chama no meu coração.
Me motivou a romper, seguir e viver nova relação, seguindo esses passos:

1º Passo: Amor Próprio

A primeira relação de amor mais importante é com você.
Nutrida pelo respeito e admiração pela sua jornada.
Nada, absolutamente nada te falta
Se ame na totalidade.

Esse é o passo fundamental, sem ele nada se sustenta.
Essa é uma das razões porque pessoas abusadas reatam o laço, não houve a manutenção do Amor Próprio.

2º Passo: Aceitar

Amar sua história, e tudo que dela faz parte.
Dar direito de pertencer a tudo que foi, como foi e é, nada podes fazer com o passado.
Você é quem é hoje porque tens a força e sabedoria desses aprendizados.

3º Passo: Desapegar

O desapego é um processo de identificar, acolher e sentir todas emoções que vibram soterradas no seu corpo.
Responsabilize-se por elas.

Deixamos de ser obcecados por quem nos nega amor, quando nos damos amor.
O processo de reconciliação começa de dentro para fora.
Depois com seu corpo, alma e coração.

Luana Carla Levy  – Bela urbana, analista corporal e comportamental. Sua paixão é poder contribuir para evolução da nossa espécie através do seu trabalho, sendo facilitadora do processo evolutivo interno, auxiliando pessoas a encontrarem soluções para seus conflitos de forma mais harmoniosa possível, respeitando seu funcionamento natural. E assim viverem em paz consigo e com o ambiente a sua volta.