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Consulente

Consulente

Pede conselho

Conselho dou

Consulente não se contenta

Quer ouvir o que quer

mas eu sei de tudo

Digo o que precisa ser dito

ele não acredita

Consulente é Insistente

Confuso, carente

Coitado desse consulente

Dos astros sei

Consulente acha que é mentira

Curta eu corto

Procura o Chat

Seu chato

Madame Zoraide– Nascida no início da década de 80, vinda de Vênus. Começou atendendo pelo telefone, alcançou sucesso absoluto e, como toda mulher que sabe demais, foi reprimida por forças maiores. Anos depois, passou a fazer mapas astrais, estudar signos e numerologias. Sempre soube tudo: do presente, do passado, do futuro e dos cantos de qualquer lugar. É irônica. É sabida. É loira. Seu slogan é: “Madame Zoraide sabe tudo.” Atende pela sua página no Facebook: @madamezoraide. Se é um personagem? Só a criadora sabe.

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Dona Carência

Às vezes ela aparece.
Uma visita inesperada.
Um pouco inconveniente.

Tô sem vontade de fazer sala.
Mas ela não percebe.
Chega, entra e senta no sofá.

Que ousadia!
Sem noção, sem convite, se instala.
Minutos, horas, dias…
Dia já é demais!

Sensação de desconforto…
Tento ignorar, sigo minha vida.
Sorriso amarelo no rosto.

Ela ainda está ali, intrometida.
Peço socorro.
Amigos, família, namorado. Todos!
Preciso de ajuda!

Parece que ninguém gosta dessa visita também.
Ela repele.
Poucos conseguem acolhê-la.

O vitimismo é seu lugar preferido.
Gosta de ficar ali.
Coitada…

Nessa morada,
vai deixando a casa cheia
da sua presença vazia.

Chega!
Respiro.
Entendo.
O amor que ela busca não está fora.
Está dentro.

Acolho a visita, mas me despeço.
Com licença, Dona.
Tenho muito a fazer.

No rosto um sorriso, agora genuíno.

Carolina Salek Fiad – É uma amante da vida e e se eu lema é: Leve a vida leve. Foi através do yoga que mergulhou no tempo das almas felizes.

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Coração Cortado

É triste saber que entreguei
meu coração e confiança
a alguém que era pra me
amar pelo resto da vida.
Não me amou e nem respeitou
Inúmeras mentiras
Muitos tropeços
E nem um pedido de desculpas
Apareceu
E se fazendo de coitado
Diz que se arrependeu
Não dá para voltar atrás
O que quebra dificilmente
Se restaura.
Se restaura, sempre há rachaduras.

Vera Franco – Amo arte e poesia. Faz parte dos coletivos Coletivo Literário Dandaras somos Poesia e o Coletivo de mulheres mães Vulcana. A arte tem lhe renovado muito.

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Tudo No Seu Tempo

Eu fui
Mas nunca cheguei
Estive lá
Mas partes minhas nem sequer saíram
O tempo passou
Mas fiquei aqui
Partes minhas vibraram e se transformaram
Fui
Mudei
Acreditei
Sonhei
Voltei
Quando um desejo vem de dentro
Vem da alma
O universo faz acontecer
Porque já estava escrito
Gerado
Tudo no seu tempo
Flui

Octavio D’Avila- Formado em Psicologia, terapeuta Ayurvedico. Quando nasceu seu filho, nasceu dentro dele um escritor que descreve detalhes da vida, captura momentos preciosos, momentos que muitas vezes passam despercebidos.

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Contagens Regressivas

Ela acorda com
O mesmo som de sempre
Despertador. Café. Tic-tac

O mundo pede pressa
Mas ela só queria uma conversa
Inimiga número um
Da pressa que não cessa

Dizia todo dia
Viramos presas
De uma pressa
Pressa que não presta
Surto coletivo
Ninguém mais se acalma

Presas de uma pressa
Pressa que não cessa
Nem com tanta reza
O mundo se acalma

Aprendeu a funcionar
Antes de aprender a existir
Ser útil
Nunca inteira

Ali, entre um gole de café e o barulho da própria mente…
Pensava
E às vezes… lamentava

Bomba de pressão
Só gera depressão
Ansiedade exacerbada
Sociedade medicada

Tempo
Me diz quanto tempo tenho?
Mundo
Nesse mundo tão maluco
Que me prendeu em horas

Viciada
Enlouquecida
Por contagens regressivas
1, 2, 3
3, 2, 1
4, 5, 6
6, 5, 4, 3, 2, 1

Paula Ramos – Estudante de Mídias Digitais. Compositora. Artista Independente. Pet friendly que ama gatinhos mesmo sendo alérgica. Fã de cafeterias e academia. Uma vibes metamorfose ambulante. Taurina espalhando esperança por ai!

 

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O Que Escapa De Seu Coração

O Poeta não escreve poesias, ele sangra sentimentos, como pétalas jogadas ao vento, sente o que escapa de seu coração.
Suas poesias ou suas palavras são como o sangue que jorra de suas veias, rimam para quem lê, desfalecem que as escreve.
Ele se perde nestes momentos como quem desce vagarosamente ao chão dos sentimentos, não em uma escada bem estruturada, mas em uma encosta de cascalhos e rochedos.
Não teme a descida, vê a muralha de rocha em sua frente, e passo a passo, mão a mão se deixa levar por esta poesia.

O poeta não espera encontrar nada no fundo daquele precipício, não sabe se vai voltar ou se permanecerá perdido no fundo do abismo, ele apenas vai. Em suas veias jorram os mais delicados versos, controversos, muitas vezes sobre o que sentia, ele dá vazão e até alimenta aquela agonia.
Muitas vezes se pergunta se sente a dor ou a provoca com alegria, as lágrimas que escorrem de seu rosto, de certa forma, é uma atuação de sua poesia.
O poeta não sente a dor da mesma forma que sente a alegria, a alegria o distrai e não gera seus versos, já a dor, a dor transforma o sentimento em poesia.

Agora jogado no fundo do poço, quase morto de agonia, sentindo o que dizem ser depressão e ele entendendo que isso é poesia,
não vê razão para sair daquela condição de vida, afinal, ele foi ate lá, alimentando a sua dor com versos e rimas.
Quem olha de fora do seu mundo vê um viciado, que busca desesperado sentir o que sentia, mas não, não sente mais.
Acostumou-se ao cinza do dia, acostumou-se a escuridão dos seus pensamentos. Não, o poeta não escreve poesia, ele sente versos e escreve agonia.

André Araújo Homem em construção. Romântico por natureza e apaixonado por Belas Urbanas. Formado em Sistemas, mas que tem a poesia no coração e com um sorriso de menino. Sempre irá encher os olhos de água ao ver uma bela mulher sorrindo. Autor do livro Orvalho em Versos, publicado pela Editora Belas Urbanas.

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O Que Eu Deixei

Deixei meu colar em algum lugar

Não acho

Perdi

Como perdi aquela prova de natação

Decepcionei o torcedor

Não gosto de competir

Medo de perder

Já caminhei com pedras na mão

Mas nunca carrego pedras no coração

No coração canções

Ontem eu dancei com você

Ontem…

Vontade com você

Tentação

Sem confusões, com confissões

Sem sentidos, beijos… pele…

Cabeça e corpo

Culpa ou desculpa?

Noites de verão depois de um carnaval.

Quentes

Amor de carnaval…

Fim do baile.

Adriana Chebabi – Sócia-fundadora e editora-chefe do Belas Urbanas. Publicitária. Roteirista e escritora. Antes de tudo, uma contadora de histórias. Curiosa por natureza, sonhadora que realiza.  Acredita que podemos melhorar o mundo , talvez ingênua, talvez não. Desafios a instigam. Ama viajar, estar na natureza e experimentar novos sabores. É do signo de Leão. Já não tem mais certeza do ascendente, mas sabe que, no horóscopo chinês é Macaco.
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O ano começou – entre boletos e convites

Então, finalmente 2026 começou. Não é o que dizem, que tudo começa depois do carnaval? Pra mim, há controvérsias porque começou no comecinho mesmo, dia 01 de janeiro de 2026.

Mas posso não definir pelo carnaval e dizer que começou no calendário chinês, ou seja, ontem, dia 17 de fevereiro, e com todas suas orientações e crenças para ser um bom ano, ano do cavalo: movimento, coragem, impulso. Gosto dessa ideia.

Mas vamos as boas, hoje é quarta-feira de cinzas e comecei o dia diferente, levando Toddy para passear em uma praça com minha amiga Dani e Snow – seu cachorro. Toddy é medroso, mas é igual filho quando é criança, fui incentivando… vai lá… vai com o Snow. Isso é engraçado, a maternidade fluindo com os nossos animais.

Depois tomamos café da manhã em um lugar bem charmosso que eu não conhecia. Amei! Voltei para casa e fui encontrar três amigas na piscina. Posso dizer que formamos o quarteto fantástico das risadas, 01 casada, 03 divorciadas e solteiras…  estamos na faixa da nossa segunda adolescência aquela que começa depois dos 50. E o assunto rolou, carnaval, histórias, relacionamentos, aplicativos de namoro e muitas risadas – quase me rendi a entrar em um desses hoje… ainda não entrei, mas tô pela primeira vez, repensando se esse não é um caminho para conhecer uma pessoa legal e tentando vencer meus próprios preconceitos em relação a isso.

Depois almocei um lanchinho e começei a trabalhar, porque quarta de cinzas foi assim: De manhã: risadas, liberdade. À tarde: boletos, responsabilidades, com várias tarefas do trabalho para serem cumpridas.

Fiquei horas sem olhar o WhatsApp… e, quando abro, um convite para um happy romântico,  é assim que estava escrito… porém, contudo e todavia, vou deixar para outro dia, quem sabe… afinal, boleto não flerta, mas deixei a porta aberta.

Caminhei 26 minutos, é pouco ainda, mas a fratura das costas não deve estar ainda totalmente curada. Segui o que o médico disse. Parei. Mandei o resultado do aplicativo de caminhada – esse eu uso – para meu filho que é educador físico e está me cobrando mais atividades físicas. Sim, cobramos as coisas de quem amamos. Principalmente quando é para se cuidar. Por hoje consegui.

Os outros filhos foram agora no mercado comprar ingredientes para jantar. A conta eu pago, mas já não faço tudo sozinha, e assim posso seguir aqui com meu fiel e amoroso companhei de 04 patas, Toddy.

E escrevendo, aliás, andava com muitas saudades disso.

Fico aqui pensando… talvez seja isso o ano do cavalo: movimentar-se para enfrentar desafios, sem deixar de enxergar os pequenos presentes do dia e, quem sabe, aceitar alguns convites.

Viva o ano novo! Viva!

Adriana Chebabi – Sócia-fundadora e editora-chefe do Belas Urbanas. Publicitária. Roteirista e escritora. Antes de tudo, uma contadora de histórias. Curiosa por natureza, sonhadora que realiza.  Acredita que podemos melhorar o mundo , talvez ingênua, talvez não. Desafios a instigam. Ama viajar, estar na natureza e experimentar novos sabores. É do signo de Leão. Já não tem mais certeza do ascendente, mas sabe que, no horóscopo chinês é Macaco.

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Quando não temos respostas

A violência contra a mulher, infelizmente é algo recorrente no Brasil. Estamos em uma época em que se fala muito sobre o assunto, mas até o momento esse triste episódio aumenta a cada dia.

Os meios de comunicação denunciam todos os dias violências físicas, verbais, patrimoniais. Lis foram implementadas, aumento da punição penal, além da medida protetiva. Alertam como tudo isso acontece, o padrão que muitas vezes quem está dentro de um relacionamento tóxico e violento não percebe ou até percebe, mas, muitas vezes, já é tarde demais.

São situações que as mulheres são enganadas e talvez até se deixam enganar por vários motivos que aqui não devem ser julgados.

Quando essa situação acontece longe da gente, o sentimento é de indignação, tristeza pelo outro; agora, quando se trata de alguém que amamos profundamente, aí a situação muda completamente.

Essa história é da minha mãe, uma mulher forte, firme, altruísta, de um coração gigante e uma sabedoria incrível. Passou por situações na vida muito difíceis, como, por exemplo, três abortos espontâneos. Hoje ela tem a mim e ao meu irmão, que é do segundo casamento dela, e esse foi o problema: o segundo casamento dela.

Nos anos iniciais do casamento já mostrou comportamentos, ou preferiu não ver, não sei. Atitudes como: você não sabe cozinhar, não tenho condição de sair com você, você é incapaz, a culpa é sua, palavrões. Exigências de casa limpa como condição para qualquer coisa.

A partir disso, quando de alguma forma ele se sentia contrariado,  porque minha mãe fazia o máximo para que isso não acontecesse, as reações dele eram murros na parede, na porta de vidro, nos mostrando o sangue nas suas mãos e colocando a culpa na família. A violência física, até onde eu sei, não aconteceu.

Minha mãe é aposentada, mas não tem o gosto de receber seu próprio dinheiro. Ele recebe, desconta uma parte que ninguém sabe para que seja usado e entrega o restante do valor a ela. Fora um valor de herança que ele administra, segundo o seu argumento, está aguardo para a velhice, só que a velhice já chegou, ele tem 70 anos e ela 73.

Aos poucos, minha mãe foi perdendo a identidade, ficou mais ansiosa, foi aos poucos se retraindo a cada grito, grosseria e desrespeito. Chegou o momento em que as atitudes dele passaram a ser perto das outras pessoas, que observavam e se afastavam de nós por não aguentarem tantos maus-tratos com a minha mãe.

Quanto a mim, como filha, briguei muitas vezes, coloquei minha mãe para fazer terapia, mas ele conseguiu tirá-la. Tentamos, eu e meu irmão, o diálogo, mas sem sucesso. Tentei resolver judicialmente e nada; minha mãe nunca quis denunciar, já que o argumento dele que sempre a convenceu era de que ela tem uma casa confortável e não falta comida em casa. Por fim, tentamos também junto a várias denominações religiosas, todas as tentativas impedidas por ele, por falta de crença e por discordância na forma de se resolver, já que, para isso, também seria necessário que ele mudasse suas práticas.

Hoje ela está com Doença de Alzheimer, está tratando com remédios. Faço o meu possível para que essa doença demore a progredir, quem sabe, com os estudos, possa ter cura.

Ela faz musculação, pilates e curso de internet para aprender a manusear Whatsapp e redes sociais.

Nas crises, que já estão começando a acontecer, ela fala com o marido tudo o que não falou por 39 anos. Hoje ela grita e ele se coloca na posição de vítima e de alguém que está fazendo o favor de cuidar dela. Esse cuidado é feito xingando, querendo que ela se comporte, muitas vezes, como se não estivesse com a saúde mental debilitada.

Com tudo isso, fica a pergunta: por que tudo isso acontece com uma pessoa de coração tão bom quanto ela? São perguntas sem resposta, mas prefiro viver cada momento que podemos juntas, fazendo o meu melhor como filha, já que ela fez o seu máximo como mãe.

Quando não temos a resposta, cuidamos, abraçamos e amamos até o fim!

Anônima – Mulher, mais de 35 anos, filha.
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Entre o Sol e a Distância

Estranheza de sentimentos ao ver o sol
Que, ao invés de cintilante, se afoscava em meu olhar
Distante em meus pensamentos, o teu sorriso terno a me beijar
Estranha esta distância obrigatória pelo dever de fazer
Estranho eu não encontrar sorrisos distante de você

Amor, amor, amor , muita mais que sorrisos e de longe até parece dor
Amor que completa os sentidos, que entende o que de divino reverbera em nós
Amor que acalma e devora os pensamentos, lento sentidos de segundos, que levam horas para se completar
Lento sentido de uma vida, que distraída com a sua presença, tira lágrimas do meu olhar

Não desejo agora a brisa marinha e nem o sol da manhã
Não desejo as palácios pálidos dos príncipes vazios
Desejo a sinceridade do seu sorriso, a certeza do seu colo, a entrega do seu desejo
Desejo ver através da sua visão, o que escorre em nossos lábios e devora nossos corações

Desejo a lua de calma, a calma nua de nossos corpos, abraçados e banidos do mundo
Trancados dentro de nossos sentidos, sem teorias externas ou a distância de outrora
Desejo agora vê-la em meus braços, puro sentimento de completude e virtude

A esta distância, infame distância que separa agora, não mais além, apenas agora, separa nossos corpos, mas não nossas mentes
As fronteiras que separam estes estados que até parecem nações; os aviões que cruzam o ar em busca do teu sorriso, sonho, atendo tuas formas
Desdobro meus desejos com tua memória, me conforto também com os pensamentos, estranho enlace de desejo, estranho sentimento de prazer

A este amor de agora, de outras vidas, esta esfinge que devora tudo que há em nós.
Sem nós, sem medo, me entrego a você em todos os meus desejos, me entrego à memória de suas respostas, me entrego à memória de seus beijos.
Em meus desejos distantes, um rompante de inquietude, sua boca amante passeia pela plenitude, um tremor de solitude, um tremor de prazer, entre o desejo de você.

Lê, minha amada, lê em meus textos a minha alma, lê em meus textos a minha vida
Lê teu nome em meu corpo, lê com amor e com gosto o que tenho para você
Lê minha amada, o teu nome em meu nome, lê a tua vida em meu sobrenome

André Araújo – Belo Urbano. Homem em construção. Romântico por natureza e apaixonado por Belas Urbanas. Formado em Sistemas, mas que tem a poesia no coração e com um sorriso de menino. Sempre irá encher os olhos de água ao ver uma Bela mulher sorrindo.