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A Dor

Doía-lhe

Pés
dedos
unhas
as feridas
apertadas pelas sapatilhas

que tentou arrancar

SEM MACHUCAR AINDA MAIS

Não entendia
como alguém poderia
guardar tanta DOR
e ainda sorrir

Deu-lhe repentinamente uma euforia
Iria encontrar quem lhe amava
Iria afagar-lhe os cabelos
beijar os lábios
descansar o dorso

Já havia tempo que não o via

Queria lhe contar sobre novos passos
nova dança
nova apresentação

mas acima de tudo
queria beijar-lhe os lábios
sentir seu cheiro
descansar seu corpo

Bateu-lhe um ARREPIO
uma mentira
tantos desafios
e ainda escondia

Era-lhe melhor
a dor da sapatilha

André Araújo – Homem em constante construção. Romântico por natureza, apaixonado pela vida e pelo universo das Belas Urbanas. Formado em Sistemas, encontrou na poesia seu verdadeiro idioma. Carrega um sorriso de menino e um olhar sensível para a beleza das pequenas coisas. Sempre se emociona ao ver o sorriso de uma mulher iluminar o mundo. É autor do livro Orvalho em Versos, publicado pela Editora Belas Urbanas.

 

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Uma conversa com meu eu

Encontrei-me
Tomamos café
Batemos papo
Rimos

Perguntei-me
Deu certo?
Sim, conseguimos
Estamos curados?
Não, não tem diferença

Mudamos as nossas crenças
Assim sem mais nem menos?
Não, aos poucos aprendemos.
E entendemos o que era aprender?
Sim, era não lutar, esquecer !

Queria falar mais!
Não dá tempo
Espere
Não posso,
Adeus, até logo

Vir-me indo
Senti saudades
Queria que ficasse
Estava apresado a sair
Entendi tantas vezes
Que preferi desistir

André Araújo –  Homem em construção. Romântico por natureza e apaixonado por Belas Urbanas. Formado em Sistemas, mas que tem a poesia no coração e com um sorriso de menino. Sempre irá encher os olhos de água ao ver uma bela mulher sorrindoAutor do livro Orvalho em Versos, publicado pela Editora Belas Urbanas.

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Terra

No começo, a terra era uniforme e vazia,
mas quis Deus colocar nela os seres que até então não existia.

Deus criou o sol, a água, a lua e criou rios, mares, oceanos e a sua maior maravilha, sua obra prima o ser humano.
Encheu a terra de plantas, frutos e flores tão belas e, para que o homem não ficasse só, fez a mulher, a criatura mais singela.

Voando um pouco no tempo, vamos viver agora o nosso momento.
Hoje o mundo é diferente, como cresceu! Nossa, quanta gente!

Mas alguma coisa não esta certa, não esta legal!
Pois são poucos com muito e a maioria nem se quer tem um quintal.

Quando Deus fez o mundo, não foi isso que Ele planejou; era para todos terem sua terra, como ele determinou.

Mas o homem egoísta, que procura ter mais e mais, se esqueceu o que Deus disse:
“Que a terra era para todos terem alimento em abundância e viverem sempre em PAZ”.

Vergílio Aparecido da Fonseca – Um trabalhador, zelador de um condomínio, que ama cantar na igreja, jogar truco e cantar no videokê


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Um haikai sem limites como a guerra

Guerra e diplomacia

Bala e embalagem

Pólvora e feijão

Uma única crença

 

Guerra contra nação

Diplomacia embalada

Bala e Crença sem pão

Um cheiro de Pólvora

 

Diplomacia à bala

Pólvora embalada

Uma guerra de crença

Só o cheiro do feijão

 

Crença na bala

Feijão embalado

Guerra ao diplomado

Deus-pólvora cheira

Pó de rico branqueia

Respira conspiração

Espirra, condena e diz não

Crido Santos – Designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

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Quando eu não estiver mais aqui….

O dia que eu não estiver mais aqui:
Espero que eu tenha me despedido de quem eu amo. Deixado meu beijo e meu amor a cada um.

Eu quero que fiquem memórias minhas dentro dos corações das pessoas.

Quero deixar meus textos e minhas palvras marcadas no papel e na alma de quem as ler.

Não quero homenagens póstumas. Quero só flores. Aceito o choro de quem quiser chorar. O riso de quem quiser rir. Mas que fiquem as minhas lembranças nas mentes das pessoas.

O dia que eu não estiver mais aqui….
A vida continua.
Estarei em cada filho e neto. Correrá nas veias deles o meu sangue. Minha herança. Traços, linhagens…

Mas eu ainda vivo!
Apesar de saber que vou ao encontro da morte. Como todos nós. Cada dia a mais é um dia a menos.

Mas vivo com muita alegria de viver. Com muita vontade.

Tenho medo do futuro. Do que virá…
Um medo natural.
Mas o medo é de sofrer. Não de morrer.

QUERO muito que a minha vida possa ser longa. Que eu possa ver meus netos crescerem. Casarem. Que eu possa viver muitos sonhos que ainda tenho.

E quando eu não estiver mais aqui, deixarei saudades, acredito.
E levarei minha alma corajosa e a espiritualidade que busquei aqui…

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “

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Consulente

Consulente

Pede conselho

Conselho dou

Consulente não se contenta

Quer ouvir o que quer

mas eu sei de tudo

Digo o que precisa ser dito

ele não acredita

Consulente é Insistente

Confuso, carente

Coitado desse consulente

Dos astros sei

Consulente acha que é mentira

Curta eu corto

Procura o Chat

Seu chato

Madame Zoraide– Nascida no início da década de 80, vinda de Vênus. Começou atendendo pelo telefone, alcançou sucesso absoluto e, como toda mulher que sabe demais, foi reprimida por forças maiores. Anos depois, passou a fazer mapas astrais, estudar signos e numerologias. Sempre soube tudo: do presente, do passado, do futuro e dos cantos de qualquer lugar. É irônica. É sabida. É loira. Seu slogan é: “Madame Zoraide sabe tudo.” Atende pela sua página no Facebook: @madamezoraide. Se é um personagem? Só a criadora sabe.

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Dona Carência

Às vezes ela aparece.
Uma visita inesperada.
Um pouco inconveniente.

Tô sem vontade de fazer sala.
Mas ela não percebe.
Chega, entra e senta no sofá.

Que ousadia!
Sem noção, sem convite, se instala.
Minutos, horas, dias…
Dia já é demais!

Sensação de desconforto…
Tento ignorar, sigo minha vida.
Sorriso amarelo no rosto.

Ela ainda está ali, intrometida.
Peço socorro.
Amigos, família, namorado. Todos!
Preciso de ajuda!

Parece que ninguém gosta dessa visita também.
Ela repele.
Poucos conseguem acolhê-la.

O vitimismo é seu lugar preferido.
Gosta de ficar ali.
Coitada…

Nessa morada,
vai deixando a casa cheia
da sua presença vazia.

Chega!
Respiro.
Entendo.
O amor que ela busca não está fora.
Está dentro.

Acolho a visita, mas me despeço.
Com licença, Dona.
Tenho muito a fazer.

No rosto um sorriso, agora genuíno.

Carolina Salek Fiad – É uma amante da vida e e se eu lema é: Leve a vida leve. Foi através do yoga que mergulhou no tempo das almas felizes.

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Coração Cortado

É triste saber que entreguei
meu coração e confiança
a alguém que era pra me
amar pelo resto da vida.
Não me amou e nem respeitou
Inúmeras mentiras
Muitos tropeços
E nem um pedido de desculpas
Apareceu
E se fazendo de coitado
Diz que se arrependeu
Não dá para voltar atrás
O que quebra dificilmente
Se restaura.
Se restaura, sempre há rachaduras.

Vera Franco – Amo arte e poesia. Faz parte dos coletivos Coletivo Literário Dandaras somos Poesia e o Coletivo de mulheres mães Vulcana. A arte tem lhe renovado muito.

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Tudo No Seu Tempo

Eu fui
Mas nunca cheguei
Estive lá
Mas partes minhas nem sequer saíram
O tempo passou
Mas fiquei aqui
Partes minhas vibraram e se transformaram
Fui
Mudei
Acreditei
Sonhei
Voltei
Quando um desejo vem de dentro
Vem da alma
O universo faz acontecer
Porque já estava escrito
Gerado
Tudo no seu tempo
Flui

Octavio D’Avila- Formado em Psicologia, terapeuta Ayurvedico. Quando nasceu seu filho, nasceu dentro dele um escritor que descreve detalhes da vida, captura momentos preciosos, momentos que muitas vezes passam despercebidos.

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Contagens Regressivas

Ela acorda com
O mesmo som de sempre
Despertador. Café. Tic-tac

O mundo pede pressa
Mas ela só queria uma conversa
Inimiga número um
Da pressa que não cessa

Dizia todo dia
Viramos presas
De uma pressa
Pressa que não presta
Surto coletivo
Ninguém mais se acalma

Presas de uma pressa
Pressa que não cessa
Nem com tanta reza
O mundo se acalma

Aprendeu a funcionar
Antes de aprender a existir
Ser útil
Nunca inteira

Ali, entre um gole de café e o barulho da própria mente…
Pensava
E às vezes… lamentava

Bomba de pressão
Só gera depressão
Ansiedade exacerbada
Sociedade medicada

Tempo
Me diz quanto tempo tenho?
Mundo
Nesse mundo tão maluco
Que me prendeu em horas

Viciada
Enlouquecida
Por contagens regressivas
1, 2, 3
3, 2, 1
4, 5, 6
6, 5, 4, 3, 2, 1

Paula Ramos – Estudante de Mídias Digitais. Compositora. Artista Independente. Pet friendly que ama gatinhos mesmo sendo alérgica. Fã de cafeterias e academia. Uma vibes metamorfose ambulante. Taurina espalhando esperança por ai!