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Um haikai sem limites como a guerra

Guerra e diplomacia

Bala e embalagem

Pólvora e feijão

Uma única crença

 

Guerra contra nação

Diplomacia embalada

Bala e Crença sem pão

Um cheiro de Pólvora

 

Diplomacia à bala

Pólvora embalada

Uma guerra de crença

Só o cheiro do feijão

 

Crença na bala

Feijão embalado

Guerra ao diplomado

Deus-pólvora cheira

Pó de rico branqueia

Respira conspiração

Espirra, condena e diz não

Crido Santos – Designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

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Há tempo

Chegou um tempo diferente sem muitos avisos.
De repente doem os joelhos, a caminhada ficou mais lenta. Pausas para respirar nas subidas. Pausas nas rotas de bicicleta.
Largou a vida lá fora, não TV, não notícias, não vida alheia.

O short jeans rasgado cobre o mesmo já marcado corpo. Pouco se olhar no espelho, agora faz parte.
Mala pronta, pequena, suficiente para o tempo que for. Viagem ao encontro de filhos, netas, família. Terras frias onde o mesmo sangue corre nas veias há décadas. Pais, avós, pessoas.
Agora a percepção é menos ansiosa, não se esperam grandes novidades, mesmo assim elas vêm de encontro.
Interior, tempo lento, vilas espaçadas, estradas intermináveis.

Ali se vive sem pressa, observando os dias , os meses, as mudanças de estação.
O frio recolhe cada um no seu canto. O calor do sol vem abrir portas e colocar todos na rua.
Pelas ruas estreitas uma alma aqui, outra ali.
Um bom dia, um café no barzinho da Tereza, único na Aldeia. Forasteira.

Aos poucos vai sabendo de quantos vieram pra cá recomeçar a vida. Criam grupos que falam uma só língua, nem sempre falada, mas sentida.
Os encontros, que são muitos, ela jura que atravessou um portal para os anos 70. Mulheres de tranca, roupas coloridas compridas, sorrisos congelados de “paz e amor”, num lugar que pode ser bar que vem junto com uma biblioteca, sofás espalhados, alguém num canto corta o cabelo de alguém, uma música celta talvez e línguas diversas.
Até ela se surpreende , viva e deixe viver.

Na casa colada vivem um holandês, uma inglesa com filho, um cachorro, dois gatos e uma desordem característica. Não tem compromisso com isso.
Mas sempre um bom dia e um sorriso. Basta.
Os bichos já fazem da casinha um lar.
Quando chegou e os filhos a deixaram de mala e sacolas na porta, susto. Largada.
Diferente dessa vez. Limpou, cuidou e fez um lar para viver os próximos 30dias.

Começou a explorar os infindáveis caminhos ora belos, ora tristes de uma realidade dos tempos: monocultura de eucaliptos qual palitos de fósforo esperando o próximo verão, onde vão arder e aguardar os bombeiros voluntários que serão exaltados por aplacar a estupidez plantada na terra.
Vida segue num tempo lento e desobrigado fazendo-a ler três livros em um mês. Costurando para as netas, plantando flores nos vasos de outros.
Caminhadas longas se perdendo e achando, levando-a à pequena Vila onde já há civilização. Cafés, lojas, mercados, pessoas, barulhos.
O retorno é silencioso de volta à casa.

Da mesa onde escreve vê as estreitas estradas por onde andou, como linhas no papel.
O som apenas de pássaros, galos ao amanhecer.
Saiu a aceleração, o compromisso, entrou o ócio o aproveitar o tempo, o simples, aproveitar a vida e não passar por ela.

Maria Nazareth Dias Coelho – Bela Urbana, jornalista de formação. Mãe e avó. É chef de cozinha e faz diários, escreve crônicas. Divide seu tempo morando um pouco no Brasil e na Escócia. Viaja pra outros lugares quando consigo e sempre com pouca grana e caminhar e limpar os lugares e uma das suas missões.

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Quando eu não estiver mais aqui….

O dia que eu não estiver mais aqui:
Espero que eu tenha me despedido de quem eu amo. Deixado meu beijo e meu amor a cada um.

Eu quero que fiquem memórias minhas dentro dos corações das pessoas.

Quero deixar meus textos e minhas palvras marcadas no papel e na alma de quem as ler.

Não quero homenagens póstumas. Quero só flores. Aceito o choro de quem quiser chorar. O riso de quem quiser rir. Mas que fiquem as minhas lembranças nas mentes das pessoas.

O dia que eu não estiver mais aqui….
A vida continua.
Estarei em cada filho e neto. Correrá nas veias deles o meu sangue. Minha herança. Traços, linhagens…

Mas eu ainda vivo!
Apesar de saber que vou ao encontro da morte. Como todos nós. Cada dia a mais é um dia a menos.

Mas vivo com muita alegria de viver. Com muita vontade.

Tenho medo do futuro. Do que virá…
Um medo natural.
Mas o medo é de sofrer. Não de morrer.

QUERO muito que a minha vida possa ser longa. Que eu possa ver meus netos crescerem. Casarem. Que eu possa viver muitos sonhos que ainda tenho.

E quando eu não estiver mais aqui, deixarei saudades, acredito.
E levarei minha alma corajosa e a espiritualidade que busquei aqui…

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “

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Franco passava

Na sua trajetória, ela teve um romance em tempos diferentes com Moacir, ou melhor, com dois Moacir,  dois romances.

Moacir um era sedutor nas palavras, profundo e sensível, usava isso a seu favor para compensar a falta de beleza exterior. Era um artista de despir almas pela internet, mas no tête-à-tête não era assim que funcionava. Um sedutor que, além das histórias emocionantes que contava da vida privada, destacando sua integridade rara, despertava nela uma admiração intensa, como uma chuva que lavava sua alma. Ele era uma pedra preciosa, é o que ela pensava. Sentia que aprendia com ele. Mesmo à distancia, ele alimentava tudo. Na presença, o beijo foi arrebatador.

Moacir dois era atrevido, não parava quieto. Relaxar era uma palavra que não estava no seu dicionário, queria engolir o mundo. Chorava no carro, no bar, e ela nem entendia se aquilo era tristeza ou sensibilidade exacerbada, mas talvez fosse só a cerveja mesmo, acentuada com a música ao fundo, ou talvez,  fosse tristeza contida que precisava da cerveja para disfarçar… haja cerveja para tanto. Descobriu lugares com ele, e isso era uma aventura deliciosa. Conheceu espaços inusitados. E o que falar do beijo? Ela gostava do beijo molhado e desprovido de vergonha que ele lhe dava.

Os beijos eram muito bons em ambos os casos, eram o melhor deles. Com o Moacir dois, houve muito mais beijos do que com o Moacir um. Com o Moacir dois, o romance durou mais que com o Moacir um, mas com o Moacir um, ela pensava que ele era sua alma gêmea, ledo engano. Com o Moacir dois, era tudo às claras desde o início, e nenhuma expectativa do para sempre, era um romance leve e diversão.

O Moacir um parecia tão legal… a expectativa foi grande por isso, mas, no presencial, percebeu que tinha questões com toque e era higiênico demais, daqueles que são “não me toques”.

O Moacir dois era “porra louca” e tinha essa linha tênue que flertava com o submundo. O perigo a seduziu.

Eram bem diferentes, só o nome era igual..

No fim das contas, Moacir um foi a decepção total, a expectativa alta, o bom moço, que de tão legal não foi real, e onde tudo parecia uma peça encenada em um espetáculo teatral superficial. O ator era ótimo até o segundo ato. Faltou conexão, emoção, sobrou enxaqueca.

O Moacir dois começou devagar, no atrevimento, roubou um beijo em cenário colorido e musical. Foi indo devagar, ganhou espaço, tinha pegada como se diz por aí, e, quando ela se deu conta, ele era um país inteiro para ela morar, até a guerra começar.

Moacir dois se dizia franco, mas ela rebatia e dizia que era para quem lhe convinha. Já Moacir um não dizia nada, nem que sim, nem que não. Talvez, no fundo, a questão fosse essa: ele não era sim nem não. Foi o que uma amiga dela disse, ouvindo a voz dele na mensagem do celular. Será? Pensava ela…

De será em será, a vida segue com histórias em territórios sem garantias.

Tudo passa, disse para Moacir dois, enquanto Franco passava por ali.

Adriana Chebabi – Sócia-fundadora e editora-chefe do Belas Urbanas. Publicitária. Roteirista e escritora. Antes de tudo, uma contadora de histórias. Curiosa por natureza, sonhadora que realiza.  Acredita que podemos melhorar o mundo , talvez ingênua, talvez não. Desafios a instigam. Ama viajar, estar na natureza e experimentar novos sabores. É do signo de Leão. Já não tem mais certeza do ascendente, mas sabe que, no horóscopo chinês é Macaco.

 

 

 

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Blues do Djavan

Havia som. Era tarde da noite. A garrafa de vinho estava quase vazia.

Ríamos alto e sem pudor

De repente, fez-se um grande silêncio.

Sete segundos.

Ele se aproximou, olhou dentro dos meus olhos e sussurrou no meu ouvido:

“Não vamos desperdiçar os blues do Djavan”.

Recuei, olhei nos seus olhos, sorrindo timidamente. Me aproximei e respondi baixinho, quase encostando em seu ouvido:

“Não vamos desperdiçar os blues do Djavan”.

Rimos alto novamente.

Silêncio.

Três segundos.

Naquele dia, “caetaneamos’ até o sol raiar.

Claudia Chebabi Andrade – Pedagoga, bacharel em direito, especialista em psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre.

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Houve Sílvia Que Somente Ouve

Vou te fazer uma pergunta: o que é, para você, ouvir e escutar? Aliás, existe diferença?

Em meu trabalho, por muitas vezes incluo esta indagação. Faço isso para entender se as pessoas que estão ali comigo estão realmente presentes ou não. Isso mesmo: quero compreender se estão prestando atenção em mim ou “derivando” em algum local no seu próprio mundo mental.

Quando lanço essa pergunta, geralmente capto um silêncio profundo e um desconfortável ar de dúvida. O “mentalês” — nossa linguagem cerebral — entra em ação e a pessoa se auto indaga: “Mas será que tem diferença?”. Alguns começam a explicar e se enrolam; outros ficam à espera para ver se alguém acerta, pois não querem se arriscar a passar vergonha. Depois de muitas respostas, quando eu, finalmente explico o conceito, sempre surge aquela frase clássica: “É, eu já sabia, só queria ter certeza”.

Para além da teoria, essa diferença se manifesta na vida real. Para isso, vou contar sobre o encontro entre duas amigas: Rachel e Sílvia.

A tarde de sábado estava preguiçosa, o cenário perfeito para Rachel despejar sobre Sílvia as novidades da semana enquanto o café esfriava nas xícaras. Rachel falava com entusiasmo, gesticulando para dar vida à história sobre o jantar de noivado de uma prima distante, um evento que exigia um protocolo milimétrico. “Sílvia, preste atenção, porque isso é o mais importante: o convite dizia traje passeio completo, mas a noiva deixou claro que, por ser no jardim, ninguém deveria ir de salto agulha ou preto, além de avisar que o presente deveria ser entregue na casa dela, nunca no local da festa, para não causar confusão com a logística.”

Sílvia, por sua vez, estava ali. Fisicamente, pelo menos. Ela balançava a cabeça em intervalos regulares (bem típico de quem ouve, só ouve), emitia pequenos “ahã” e “claro” no tempo certo e também mexendo a cabeça como se estivesse confirmando, mantendo contato visual que beirava a perfeição. Seus ouvidos estavam sim, apenas, captando as vibrações sonoras da voz de Rachel, as ondas entravam pelo canal auditivo, faziam o tímpano vibrar e os pequenos ossos do ouvido interno trabalhavam como uma máquina bem lubrificada. O sistema biológico auditivo de Sílvia estava operando em capacidade máxima, captando cada decibel e frequência.

O problema é que, enquanto os ouvidos de Sílvia captavam o som, o foco e a atenção dela estava em outro lugar. Ela tratava o tom de voz da amiga apenas como um ruído de fundo reconfortante, enquanto sua mente debatia internamente (mentalês) se comprava ou não
aquela sandália preta de salto fino que vira na vitrine numa loja no caminho do encontro de Rachel. Para Sílvia, as palavras de da entusiasmada amiga eram como uma música em idioma estrangeiro: a melodia era agradável, porém a mensagem simplesmente não fazia sentido.

Bons momentos de conversa transcorreram, até que Rachel fez um breve silêncio e percebeu o olhar perdido da amiga, que continuava a balançar a cabeça afirmando algo que não havia sido perguntado. Rachel questionou, com um brilho de expectativa nos olhos: — E então, o que você acha que eu respondo para ela sobre o presente?

Sílvia, despertada do transe pela interrupção do fluxo sonoro, sorri com confiança absoluta e dispara: — Ah, amiga, acho que você deve ir de preto e levar o presente na hora, não tem erro!

O olhar de Rachel naquele momento foi um misto de decepção e epifania. Ela percebeu que, nos últimos vinte minutos, ela não tinha conversado com uma pessoa, mas sim com uma parede que sabia balançar a cabeça. Sílvia a não era má pessoa, ela apenas tinha caído na armadilha mais comum da vida moderna: ela ouviu tudo, mas não escutou absolutamente nada.

Essa cena, que acontece em milhares de salas de estar, mesas de café, almoço e jantar todos os dias, e revela uma verdade intrigante sobre nós. Além de sermos bombardeados por telas e sons o tempo todo, desenvolvemos a péssima habilidade que nos permite “ouvir” sem “escutar”. Ouvir é o que o seu corpo faz para te avisar que um carro está passando ou que a chuva está chegando com alguns trovões; é um processo fisiológico, automático e passivo e, na maioria das vezes, perdendo a essência do estar presente. Já escutar é um ato intencional com total foco de atenção é o real exercício de presença, um ato de respeito e educação onde você interage verdadeiramente com a outra pessoa compartilhando seus saberes de forma empática.

Esta é uma das grandes tragédias cotidianas que afligem os relacionamentos, sejam eles familiares, de amizade ou afetivos. Como diz o escritor: ‘as pessoas ouvem para responder, elas não escutam para entender’. Quando apenas ouvimos, captamos o barulho; quando escutamos, captamos e internalizamos o ser humano. No fim das contas, o café de Rachel esfriou, a mensagem se perdeu e, naquele sofá, houve Sílvia que somente ouve.”

Marselo com S –  Especialista Comercial e Comportamental, com 20 anos de experiência em Educação Corporativa, com inserção de conceitos das Ciências Comportamentais para explicar o porquê dos comportamentos. Fã de hard rock (Kiss), praticante dedicado em atividades físicas e de boas e bem humoradas conversas.

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O Que Eu Deixei

Deixei meu colar em algum lugar

Não acho

Perdi

Como perdi aquela prova de natação

Decepcionei o torcedor

Não gosto de competir

Medo de perder

Já caminhei com pedras na mão

Mas nunca carrego pedras no coração

No coração canções

Ontem eu dancei com você

Ontem…

Vontade com você

Tentação

Sem confusões, com confissões

Sem sentidos, beijos… pele…

Cabeça e corpo

Culpa ou desculpa?

Noites de verão depois de um carnaval.

Quentes

Amor de carnaval…

Fim do baile.

Adriana Chebabi – Sócia-fundadora e editora-chefe do Belas Urbanas. Publicitária. Roteirista e escritora. Antes de tudo, uma contadora de histórias. Curiosa por natureza, sonhadora que realiza.  Acredita que podemos melhorar o mundo , talvez ingênua, talvez não. Desafios a instigam. Ama viajar, estar na natureza e experimentar novos sabores. É do signo de Leão. Já não tem mais certeza do ascendente, mas sabe que, no horóscopo chinês é Macaco.
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O ano começou – entre boletos e convites

Então, finalmente 2026 começou. Não é o que dizem, que tudo começa depois do carnaval? Pra mim, há controvérsias porque começou no comecinho mesmo, dia 01 de janeiro de 2026.

Mas posso não definir pelo carnaval e dizer que começou no calendário chinês, ou seja, ontem, dia 17 de fevereiro, e com todas suas orientações e crenças para ser um bom ano, ano do cavalo: movimento, coragem, impulso. Gosto dessa ideia.

Mas vamos as boas, hoje é quarta-feira de cinzas e comecei o dia diferente, levando Toddy para passear em uma praça com minha amiga Dani e Snow – seu cachorro. Toddy é medroso, mas é igual filho quando é criança, fui incentivando… vai lá… vai com o Snow. Isso é engraçado, a maternidade fluindo com os nossos animais.

Depois tomamos café da manhã em um lugar bem charmosso que eu não conhecia. Amei! Voltei para casa e fui encontrar três amigas na piscina. Posso dizer que formamos o quarteto fantástico das risadas, 01 casada, 03 divorciadas e solteiras…  estamos na faixa da nossa segunda adolescência aquela que começa depois dos 50. E o assunto rolou, carnaval, histórias, relacionamentos, aplicativos de namoro e muitas risadas – quase me rendi a entrar em um desses hoje… ainda não entrei, mas tô pela primeira vez, repensando se esse não é um caminho para conhecer uma pessoa legal e tentando vencer meus próprios preconceitos em relação a isso.

Depois almocei um lanchinho e começei a trabalhar, porque quarta de cinzas foi assim: De manhã: risadas, liberdade. À tarde: boletos, responsabilidades, com várias tarefas do trabalho para serem cumpridas.

Fiquei horas sem olhar o WhatsApp… e, quando abro, um convite para um happy romântico,  é assim que estava escrito… porém, contudo e todavia, vou deixar para outro dia, quem sabe… afinal, boleto não flerta, mas deixei a porta aberta.

Caminhei 26 minutos, é pouco ainda, mas a fratura das costas não deve estar ainda totalmente curada. Segui o que o médico disse. Parei. Mandei o resultado do aplicativo de caminhada – esse eu uso – para meu filho que é educador físico e está me cobrando mais atividades físicas. Sim, cobramos as coisas de quem amamos. Principalmente quando é para se cuidar. Por hoje consegui.

Os outros filhos foram agora no mercado comprar ingredientes para jantar. A conta eu pago, mas já não faço tudo sozinha, e assim posso seguir aqui com meu fiel e amoroso companhei de 04 patas, Toddy.

E escrevendo, aliás, andava com muitas saudades disso.

Fico aqui pensando… talvez seja isso o ano do cavalo: movimentar-se para enfrentar desafios, sem deixar de enxergar os pequenos presentes do dia e, quem sabe, aceitar alguns convites.

Viva o ano novo! Viva!

Adriana Chebabi – Sócia-fundadora e editora-chefe do Belas Urbanas. Publicitária. Roteirista e escritora. Antes de tudo, uma contadora de histórias. Curiosa por natureza, sonhadora que realiza.  Acredita que podemos melhorar o mundo , talvez ingênua, talvez não. Desafios a instigam. Ama viajar, estar na natureza e experimentar novos sabores. É do signo de Leão. Já não tem mais certeza do ascendente, mas sabe que, no horóscopo chinês é Macaco.

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Entre o Sol e a Distância

Estranheza de sentimentos ao ver o sol
Que, ao invés de cintilante, se afoscava em meu olhar
Distante em meus pensamentos, o teu sorriso terno a me beijar
Estranha esta distância obrigatória pelo dever de fazer
Estranho eu não encontrar sorrisos distante de você

Amor, amor, amor , muita mais que sorrisos e de longe até parece dor
Amor que completa os sentidos, que entende o que de divino reverbera em nós
Amor que acalma e devora os pensamentos, lento sentidos de segundos, que levam horas para se completar
Lento sentido de uma vida, que distraída com a sua presença, tira lágrimas do meu olhar

Não desejo agora a brisa marinha e nem o sol da manhã
Não desejo as palácios pálidos dos príncipes vazios
Desejo a sinceridade do seu sorriso, a certeza do seu colo, a entrega do seu desejo
Desejo ver através da sua visão, o que escorre em nossos lábios e devora nossos corações

Desejo a lua de calma, a calma nua de nossos corpos, abraçados e banidos do mundo
Trancados dentro de nossos sentidos, sem teorias externas ou a distância de outrora
Desejo agora vê-la em meus braços, puro sentimento de completude e virtude

A esta distância, infame distância que separa agora, não mais além, apenas agora, separa nossos corpos, mas não nossas mentes
As fronteiras que separam estes estados que até parecem nações; os aviões que cruzam o ar em busca do teu sorriso, sonho, atendo tuas formas
Desdobro meus desejos com tua memória, me conforto também com os pensamentos, estranho enlace de desejo, estranho sentimento de prazer

A este amor de agora, de outras vidas, esta esfinge que devora tudo que há em nós.
Sem nós, sem medo, me entrego a você em todos os meus desejos, me entrego à memória de suas respostas, me entrego à memória de seus beijos.
Em meus desejos distantes, um rompante de inquietude, sua boca amante passeia pela plenitude, um tremor de solitude, um tremor de prazer, entre o desejo de você.

Lê, minha amada, lê em meus textos a minha alma, lê em meus textos a minha vida
Lê teu nome em meu corpo, lê com amor e com gosto o que tenho para você
Lê minha amada, o teu nome em meu nome, lê a tua vida em meu sobrenome

André Araújo – Belo Urbano. Homem em construção. Romântico por natureza e apaixonado por Belas Urbanas. Formado em Sistemas, mas que tem a poesia no coração e com um sorriso de menino. Sempre irá encher os olhos de água ao ver uma Bela mulher sorrindo.
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Quem matou Odete?

Grande sacada de marketing faz a emissora vender milhões de reais.

Na nossa carreira profissional devemos também sempre buscar ter alguma atividade que somos excelentes e pensar em como divulgar para empresas.

Lembro quando programava em Cobol na década de 80, antes de ter o Windows, consegui desenvolver umas telas que simulava as características do sistema operacional que ainda seria lançado.
Eu sempre mostrava estas telas nas reuniões e isto me livrou de vários facões.

Devemos ter cuidado também em divulgar atividades que não dominamos, se você é de informática e ver um jaboti em cima de um coqueiro deixa ele lá, pois jaboti não sobe em árvore.

A gente não pode ter o Império menor ou maior do que aquele que temos em nós mesmos.

“Se uma batalha um homem vencesse 1000 homens seria menor se ele vencesse a si mesmo”. (L. Da Vinci.)

Antônio Pompílio Júnior – Graduado em Análise de sistemas pela PUC de Campinas . Pós-graduado em Gestão de Empresas pela UNICAMP e FGV. Adora esportes, viagens e depois de 40 anos de trabalhos em TI está aposentado curtindo a vida. “Aquele que não luta para o futuro que quer terá que aceitar o futuro que vier”.