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Assim como a chuva… (quem dera fôssemos eternos)

A chuva que cai, na escuridão,
No silêncio da noite…
Revela nuvens carregadas!
Nuvens que, sendo reveladas, por sua vez,
Escondem, por um tempo breve, as estrelas e a Lua!
E mesmo que não as vejamos, ainda estão lá… A Lua e as estrelas…

Quase são eternas as estrelas…
Até que, um dia, sem saber, venham a morrer…
Sim, as estrelas também morrem… Você não sabia?
E se tornam supernovas, e depois, os temidos buracos negros…
Carl Sagan, um importante Astrofísico disse certa vez…
Somos feitos de poeira estelar…

Sim! Ele tinha razão… Os mesmos átomos que compõe os corpos celestes, também estão em nós…
Logo… Somos também quase eternas e eternos,
Pois somos feitas e feitos da mesma matéria dos Astros que bailam pelo Cosmos…
Ao som ensurdecedor do silêncio, no vácuo quase perfeito do Universo!

Não…
Calma…
Não nos tornaremos supernovas…
Nem tão pouco buracos negros…
Mas seremos para sempre… Para sempre…
Faíscas invisíveis tilintando pelo Espaço…

Como a chuva que cai,
E escoa na Terra, em seu ciclo perpétuo…
Assim, estaremos nas lembranças de alguém… Até que…
Este alguém também vire apenas uma breve estrela,
Nas memórias de outro alguém!
Seremos, todas e todos, um dia, fragmentos de memórias interestelares!

Sílvio Leme –  Ator, Mímico, Malabarista, Palhaço, Diretor Teatral, Produtor Teatral, Professor de Teatro, Oficineiro Cultural, Cantor, Palestrante. É de esquerda, é feminista, contra qualquer preconceito que exista na sociedade, é antifascista. Acredita na Utopia de uma humanidade e uma sociedade melhores, um dia! Faz exercícios, anda de bicicleta, sempre que possível. É pai do Ícaro, o amor de sua vida!

 

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Em mim todas

Eu não tenho mais 16 anos.

Eu não tenho mais só 16 anos.

Tenho 19, 20, 21, 23, 26, 29, 30, 35, 36, 40, 41, 46, 50, 52, 56…

e todas que estão entre essas.

Não me convenço mais com frases feitas, desgastadas e rasas.

Aos 16 me encantava com belas declarações.

Aos 46 as vezes, também…

Já aos 56 declarações não podem ser rasas

Precisam ser profundas, mesmo no “eu te amo”

Tão profundas que me levem a ficar leve.

Não tenho em mim só uma idade.

Tenho a de hoje e todas que já percorri, incluindo as que vem antes dos 16, dos 15 ao zero

Zero sim!

Todas habitam em mim.

Em um único dia, várias vem a tona

A pureza da de 16

A beleza da de 20

A preocupada de 6

A professora de 11

A medrosa de 30

A responsável de sempre

A grande curiosa

A desconfiada, a carinhosa, a receosa, a empreendedora, a criativa, a indignada, a ativista, a administradora, a poeta, a escritora, a mãe, a filha, a irmã, a amiga, a namorada, a mulher…

Tenho em mim um mundo grande, que transborda e que sempre cresce.

E por isso não me convenço mais só com essas frases feitas, mas ainda me encanto com atitudes exatamente com a mesma pureza que me encantava quando tinha só 16.

Mora em mim todas.

A menina, a mulher.

Mas preciso que saiba,

eu não só mais 16.

Adriana Chebabi – Sócia-fundadora e editora-chefe do Belas Urbanas. Publicitária. Roteirista. Escritora. Uma contadora de histórias. Curiosa por natureza.  Uma sonhadora que realiza.  Acredita que podemos melhorar o mundo. Talvez ingênua, talvez não. Desafios a instigam. Ama viajar, estar na natureza e experimentar novos sabores. É do signo de Leão, não tem mais certeza do ascendente, mas sabe que no horóscopo chinês é Macaco. Essa foto foi tirada no Museo do Amanhã no Rio de Janeiro em setembro de 2024. Aliás, ama museu e esse ela se apaixonou.